Análise Bioenergética
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Transtorno de Pânico
Anteriormente denominada Síndrome de Pânico
Carlos Alberto Marano

Vivemos num mundo capitalista marcado pela concentração urbana exagerada, onde o avanço tecnológico assume um ritmo exorbitante e as informações são divulgadas pelo planeta numa velocidade incrível que fica difícil de acompanhar emocionalmente. O sistema econômico prega o sentido da globalização intervindo no referencial de cada povo. E em paralelo a tudo isso a extrema miséria e a dissociação entre a realidade e o desejo de cada um.

É exatamente nesse contexto social, político e econômico que aparece um quadro sintomático - TRANSTORNO DE PÂNICO, anteriormente denominado Síndrome de Pânico, onde pessoas são acometidas inesperadamente por uma crise de medo e a partir daí passam a manter um nível de ansiedade antecipatória quanto a repetição da crise. O mundo para elas tomam um vulto aterrorizador, a vida social e profissional começa a se restringir e optam por se isolar como forma de se proteger das repetições das crises de medo, vivenciando um sentimento de desamparo e solidão.

O Transtorno de Pânico nos faz questionar sobre o rumo que estamos dando as nossas vidas e é caracterizado por um conjunto de sintomas que se apresentam de forma bastante variável, onde as crises se manifestam de forma gratuita e em momentos inusitados, sem qualquer relação que se consiga estabelecer com causas psicológicas ou vivenciais. Podemos representar, simbolicamente, como uma casa com alarme para ladrões em situações de emergência, onde o alarme toca sem motivo aparente gerando a crise de pânico. A característica principal é o aparecimento de sintomas físicos ( tais como: falta de ar, palpitações, tonturas, ondas de frio e calor, sudorese, vertigens, taquicardia) que se somam a uma sensação de fragilidade emocional que culminam num sentimento de morte iminente, é o estar "sem chão". Neste momento, uma simples dor de cabeça pode gerar a suspeita de um tumor cerebral não diagnosticado. O medo e a fragilidade fazem com que a pessoa perca a noção do contexto real da situação.

Todo este quadro pode surgir com ou sem Agorafobia que é o medo de estar em lugares públicos, abertos e com multidão, onde a saída pode ser difícil, sendo esse o fato gerador de angústia. Por exemplo: alguém fazendo compras num shopping center é acometido de um crise inusitada de pânico, e associa a crise ao lugar e a partir daí desenvolve sintomas toda vez que entrar ou pensar entrar em shopping.

POPULAÇÃO ALVO:
concentra-se mais na fase entre o final de adolescência e 30/40 anos, atingindo a população economicamente ativa e com predominância no sexo feminino devido as constantes alterações hormonais e pela forte exigência da participação da mulher no mundo moderno.

CAUSAS HIPOTÉTICAS:
Bioquimicamente foi constatado um distúrbio dos neurotransmissores: noradrenalina e serotonina.

existe um contexto de hereditariedade muito significativo, onde se percebe que a dificuldade em lidar com o medo já era presente na família.

estilo de personalidade altamente competitivo, de agressividade elevada e contida, exigente consigo mesmo e com os outros, tendendo ao perfeccionismo e onipotência, sem respeito aos limites humanos e a depressão dominante parece ser o caminho trilhado pelos pacientes acometidos de Transtorno de Pânico.

Não se tem claramente ainda a correlação mas em torno de 20% dos pacientes com TP apresentam Prolapso da Válvula Mitral, que provoca uma alteração benigna no batimento cardíaco.

ABORDAGEM MITOLÓGICA:
Os temas mitológicos descrevem as experiências iniciais quando buscava-se verbalmente uma compreensão dos sentimentos humanos.

O mito Pâ foi relacionado ao TP por simbolizar o medo descontrolado que se espalha, contamina e se amplia por inteiro.

Pâ situa-se entre deuses e mortais pois foi gerado do casamento do deus Hermes (imortal) com a ninfa Dríope (mortal). Nasceu com uma aparência monstruosa deixando a mãe tão aterrorizada que o entrega ao pai que por sua vez o envolve numa pele de lebre e o entrega aos deuses no Olimpo. Assim, logo ao nascer Pá entra em contato com o olhar aterrorizante materno e o abandono paterno. Podemos então relacionar este início de vida de Pâ com o sentimento de vazio, solidão e abandono que sempre estão presentes nas pessoas acometidas pelo TP.

Pâ simboliza alguém com uma personalidade altamente agressiva mas disfarçada pela suavidade da pele de lebre. É um deus metade humano e metade animal= bode, hiperágil, dissimula nas moitas, ataca tanto ninfas como mancebos mostrando uma sexualidade desenfreada e o perigo que incorremos quando ousamos exigir perfeição em nossas atitudes e uma postura onipotente como super-homens.

Pâ puni através da crise de medo pois o conhecimento do todo, da totalidade é campo exclusivo dos deuses.

ABORDAGEM ANALÍTICA:
Alguns conteúdos do Inconsciente, isto é, emoções e lembranças antigas carregadas de energia invadem o campo da Consciência, deixando o Ego sem defesas e invadido por idéias e fantasias principalmente de morte. Porém as crises de medo podem ser definidas como rituais de passagem, onde inicialmente fica difícil entrar em contato com os aspectos desconhecidos da personalidade mas apesar do sofrimento intenso é possível fazer uma ponte para o resgate do verdadeiro potencial da pessoa. É a oportunidade e a necessidade da transformação do estilo de vida, para conseguir uma postura mais humana, menos stressante, mais prazerosa.

ABORDAGEM CORPORAL:
O fluxo energético é pouco nas extremidades do corpo, principalmente mãos e pés, tornando-os gelados e pálidos.

O anel visual fica sobrecarregado como uma inundação energética gerando desorganização perceptiva.

A contração do anel diafragmático e peitoral altera a qualidade da respiração (superficial) e diminui o fluxo energético para a parte inferior do corpo.

TRATAMENTO:
Após o diagnóstico feito por médico especializado, será prescrito uma medicação para controlar a ansiedade e depressão e restabelecer o equilíbrio bioquímico cerebral.

O segundo passo, é passar por um processo psicoterápico onde de imediato possa se preparar para enfrentar seus limites e adversidades vitais, assumindo uma postura menos stressante e atingir um fluxo energético harmonioso e principalmente inovador que traga a oportunidade de contatar o verdadeiro potencial de vida e assim assumir um estilo de vida novo.




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