Análise Bioenergética
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A Evolução do Mundo Feminino Através das Deusas Gregas
Carlos Alberto Marano

A mulher, no século XX, passou por grandes transformações, lutando pela liberdade, autonomia e auto-valorização.
Tudo foi acontecendo em etapas, pois nos anos 50, aquele modelo de esposa gentil, fiel e submissa ao marido já se manifestava inadequado. Mas foi entre os anos 60 e 70, que a projeção feminina evoluiu consideravelmente, após a revolução sexual e de costumes, atingindo maior auto-respeito e independência para a mulher.
Entre os anos 80 e 90, a mulher conseguiu alcançar um grande número de conquistas, deixando aquele aspecto competitivo com o homem e passando mais a uma posição mais de colaboradora, passou a assumir vários papéis simultâneos, como: profissional, esposa, mãe, esportista, etc.
Esse mundo feminino, dinâmico e exigente do novo século que abordaremos neste workshop, através de leituras, reflexões e se utilizando dos recursos da TERAPIA CORPORAL.
O objetivo é proporcionar uma abertura maior do nível de consciência feminina, para que cada mulher possa transformar sua vida, pois não podemos esquecer que estamos na época do DESPERTAR FEMININO.
O tema será abordado através das Deusas Gregas e ao usarmos o termo "Deusa" queremos dizer uma descrição, uma forma de entendimento de um tipo específico de personalidade feminina e que a junção de todas as deusas formarão o mundo maravilhoso e complexo da mulher.
O que chamamos aqui de Deusas, podemos encontrar nos contos de fadas como princesas, bruxas ou rainhas.
Os gregos entendiam seus deuses e deusas como forças espiritualmente vivas que influenciavam todo ser humano. Assim um fato de vida humana era explicado e entendido através de um determinado deus ou deusa.
A postura brasileira, devido ao tipo de sistema educacional, tende para uma posição mais racional, lógica fazendo com que muitos possam achar todo esse conhecimento deixado na Grécia clássica como bobagens supersticiosas mas ao lidarmos com todo esse mundo do Olimpo perceberemos uma psicologia altamente sofisticada e ao mesmo tempo de simples entendimento aos conflitos internos gerados por nossas atitudes, sentimentos e emoções. É uma forma poética, de histórias dramáticas, onde reconhecemos o funcionamento do mundo interno.
É uma poesia rica, útil e sem preconceito onde no Olimpo, embora governado por Zeus, o deus pai, reinam deuses e deusas com poderes iguais.
Nenhuma das deusas são completas em si mesmas, cada uma traz consigo um aspecto feminino e cabe a cada mulher, juntar dentro de si, todas as deusas para que possa se tornar mais integrada, completa e feliz.

ATENÁ
É a deusa da sabedoria e da civilização, e busca a realização profissional numa carreira, envolvendo-se com educação, cultura, justiça social e política.
Sua história:
Zeus, o deus pai, engravida Titâ Métis e ele por medo de ser deposto por um herdeiro, engole a mulher grávida. Zeus começa a ter dores de cabeça horrorosas e pede para um ferreiro rachar -lhe a cabeça e dela surge Atená.
Por nascer da cabeça de Zeus, tem um forte apelo intelectual. Prefere se relacionar com os heróis da guerra, não como amante mas sim como companheira de defesa da justiça e da verdade.
No Mundo Moderno:
Atená representa a mulher extrovertida, prática, corajosa, inteligente, independente que sabe se impor numa reunião e acaba deixando os homens um pouco temerosos diante de seu comportamento.
É a mulher que fala fluentemente, que gosta de competir nas diversas situações da vida. Porém é também a mulher que tem dificuldade no aspecto sexual com os homens, não consegue se sentir livre, solta para o ato sexual. É também a mulher que teme ficar grávida pois atrapalhará todos os planos traçados.

ÁRTEMIS
A deusa das selvas, prática, atlética, aventureira, aprecia cultuar o corpo, de viver livre e solta.
Sua história:
Filha de Zeus e da deusa Leto, e irmã de Apolo, é uma caçadora solitária, vive na floresta povoada por ninfas, onde os homens temem chegar. Assim é uma deusa intocável, selvagem, e que atinge com dados mortíferos que se aproxima.
Evita a companhia de outros deuses e rejeita qualquer relação sentimental, odiando expressões amorosas. É uma deusa da natureza, gosta de caçar nas montanhas e seguir o rítmo dos animais.
No Mundo Moderno:
É a mulher de corpo ágil e atlético, que não gosta de conversar muito, e que prefere a vida do interior do que dos centros urbanos. É aquela que se veste sem sofisticação, com roupas bem informais preferindo ter um estilo de vida mais rústico.
Representa a sexualidade livre e com paixão selvagem que entra em conflito com o assumir papéis de maternagem, de esposa ou até profissões que exigem estar em locais fechados, por exemplo: uma fábrica, um escritório.

AFRODITE
A deusa da beleza e do amor, da sexualidade, da intriga, do romance. É a inspiração das artes.
Sua história:
Nasceu das brancas espumas do mar. Crono (deus da agricultura) mutilou seu pai Ouranos ( Pai celeste) e jogou seus órgãos genitais ao mar. O semem uniu-se à espuma do mar e fecundou-a e nas margens da Ilha de Chipre apareceu uma concha em que nasceu Afrodite, magnificamente vestida e coberta de jóias.
Vários deuses tentaram seduzí-la, inclusive Zeus, que por ela não aceitá-lo obrigou-a casar com um ferreiro feio e aleijado. Porém ela logo se tornou amante de Apolo. Teve filhos com vários deuses.
Na Grécia era o símbolo do puro amor, representando a mulher de todos, sensual e provocadora e assim representa o que existe de mais sagrado e de profano no homem.
No Mundo Moderno:
É a mulher sensual, carismática, sedutora, que gosta de todos os meios de comunicação, esta sempre na moda.
Seus relacionamentos precisam estar conectados com o coração, assim tenderá a ter filhos mas sem ficar presa a eles.
É uma mulher exótica para os homens, é aquela que chega a perturbar um ambiente de trabalho formal. Tem tendência a ser " a outra " mas não tem vergonha de seus casos secretos pois são carregados de beleza e paixão.

HERA
A Primeira-dama do Olimpo. A rainha e companheira do Poder. A esposa de Zeus, o deus de todos os deuses
Sua história:
Filha de Réia e Crono, foi devorada pelo próprio pai, ansioso e ciumento de seu próprio domínio e logo foi ressuscitada por Métis.
Por ser a esposa do pai de todos os deuses e tendo a virtude de esposa é intocável e vista com pouca simpatia pelos mortais e outros deuses.
Zeus gosta da esposa, exige respeito por ela como a primeira - dama do Olimpo porem fica irritado quando ela tenta atrapalhar as suas traições que são várias. Hera se torna briguenta e vingativa. É a deusa de alvos braços e rosto triste.
Hera tenta se separar de Zeus, devido as suas traições, mas este percebe que não consegue viver sem ela e a seduz novamente ao papél de esposa em que ela se entrega novamente.
No Mundo Moderno:
É a mulher que se destaca na multidão, auto - confiante, dominadora, elitista, sofisticada, arrogante, se veste elegantemente mas de maneira formal, preserva a qualquer custo o casamento, é orgulhosa de seus filhos ao mesmo tempo que os domina.
Tem bastante energia para fazer as coisas, tende a defender os valores sociais e morais mais conservadores e tradicionais sendo critica a hábitos e costumes novos.
Embora tenha muitos problemas no casamento, até traição, se sente atraída pelo casamento, não o deixa de lado. É aquela mulher que faz juz ao dito popular " por traz de um grande homem tem sempre uma grande mulher".
Hera na verdade odeia o marido, seu foco de interesse é o estilo de vida e poder dele. Assim tende a rejeitar seus sentimentos femininos preferindo se igualar a agressividade masculina.

PERSÉFONE
A deusa do mundo espiritual. A deusa do ocultismo, das experiências místicas e de visões.
Sua História:
Filha de Zeus e Demeter, e ao estar colhendo flores no prado foi atraída por um narciso e ao tentar apanhá-lo abre-se uma fenda no chão e ela é raptada por Hades que a leva para as profundezas da terra, o mundo das trevas fazendo-a sua noiva contra vontade. Grita por socorro do pai, Zeus, mas este nada faz. A mãe, Demeter, ouve os gritos e corre em seu socorro mas não a encontra mais. Revoltada pelo rapto e pelo comportamento de Zeus, sai em busca da filha disfarçada de mulher velha para não ser reconhecida e vagou nos campos e cidades. Se fez passar por baba de Demafonte e quando iria transformá-lo em imortal foi impedida pelos parentes. Demeter ficou muito furiosa e se transformou na deusa que era, com cabelos dourados e compridos e ordenou que fosse construído um templo em sua honra, onde ficou sozinha, sem ação por tristeza pelo rapto da filha.E sendo a deusa da colheita, sua inanição fez com que aparecesse a escassez, a miséria no Olimpo. Os deuses tentaram fazer com que ela mudasse de opinião através de presentes e honrarias mas nada conseguiram. Então Zeus manda buscar Perséfone.`
Antes de Perséfone sair do mundo das trevas, comeu sementes de romã oferecidas por Hades.
Quando Perséfone encontra a mãe, Demeter devolve a fertilidade a terra e avisa a filha que por ela haver comido as sementes de romã, terá que passar 2/3 do ano com a mãe e o restante do tempo com Hades no mundo das trevas.
No Mundo Moderno:
É a mulher modesta, discreta, a primeira vista não chama atenção, intuitiva, parece estar sempre em outro lugar. É atraída pelo sobrenatural, vive no mundo transcendental. Tem dificuldade em ficar no meio de muitas pessoas preferindo ficar sozinha grande tempo.
É a mulher que gosta de literatura esotérica e ensinamentos da Nova Era. É a mulher que enxerga o mundo da luz e o mundo das trevas ao mesmo tempo. Recusa ter poder, delegando a outros.

DEMÉTER
A deusa das colheitas, a mãe-terra que gosta de ficar grávida, de amamentar e cuidar de crianças.
Sua história:
É simbolizada por um feixe de trigo, pois esta ligada a reprodução e renovação da vida, especialmente a vegetal.
É a que cuida e protege a filha Perséfone e luta bravamente pela filha. É descrita como a deusa de tornozelos finos e cabelos longos e dourados.
No Mundo Moderno:
É a mulher que gostar de estar rodeada de crianças, os bebes se sentem protegidos por ela, pois tem uma maneira instintiva de cuidar de tudo que é pequeno, frágil e carente.
É a mulher que se ocupa tanto no papel materno que acaba não encontrando tempo para ir ao cabeleireiro, ao seu lazer enfim de cuidar de si mesma.

Forma de condução do trabalho:

Cada dia do trabalho abordaremos inicialmente de forma teórica uma deusa e depois faremos com que as participantes passem por uma experiência corporal que exemplifique o ensinamento da deusa . A mulher vai aos poucos se reconhecendo em cada deusa, e através de suas sensações corporais e emoções descobrindo com mais clareza sua forma de agir na vida e refletindo sobre novas possibilidades de entendimento e atuação frente as exigências do novo milênio.




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